deitei-me e deixei repousar meu coração. repousar meu coração. o tempo ficou dormente. a vida escorreu pelos ponteiros. e ao levantar, sabia que não podia esperar mais. não podia continuar na sombra, sendo a última, o resto, a migalha, o depois, tudo o resto. pois eu sou terra, arte, poesia, chuva fria e doce quente de outono. e sem saber, olhei, mas não me atrevi a ir...
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
Aquilo que é indizível
Aquilo que é indizível, aquilo que nos escapa, aquilo que nos deixa a pensar antes do adormecer, aquilo que fica cá dentro de nós à espera de ser descoberto num qualquer recanto do coração. Aquilo que à fina força nos tortura... é a existência da possibilidade, que para mim é um conjunto de janelas com híbridas tormentas... O tempo foge voando e tudo me inquieta... E tu estás dentro de mim e eu por dentro de ti e tu estás nestas palavras, que são minhas e de mais ninguém... e nós somos tudo aquilo que é indizível...
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terça-feira, 3 de julho de 2012
Re - Nascer Diáriamente
Ter a coragem para viver. Ter a capacidade de nos reinventarmos todos os dias. Olhar a vida de uma nova perspetiva. Tirar partido dos pequenos instantes que nos rodeiam. Porque, às vezes, da banalidade surge a genialidade. Empreender em diálogos úteis. Compreender o essencial dos outros, porque cada pessoa tem um lugar de poesia dentro de si. Esquecer. Esquecer o que já se sabe. Deixar de saber. Dar-se uma nova oportunidade para reaprender, como se fosse pela primeira vez. É assim que se expande o melhor de cada um. Dilatando o coração. Abrindo novas janelas para a realidade. Contemplando outros sonhos. Provocando o efeito-sorriso. Todos os dias temos esta possibilidade.
Todos os dias podemos escolher viver pela primeira vez.
"Phoenix" - Reborn from ashes. Pastel by Margaret Wang.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
A esquina do pecado
A esquina do pecado é onde te encontro todas as noites. Num futuro cujo os minutos ainda não existem. Num alinhamento de pecados perpendiculares quando as mãos se cruzam em movimentos rotativos de 180º graus. Jogos de simetrias que desafiam a matemática dos sentidos e fogem do nosso control. Na esquina do pecado tudo é consentido, somas de murmúrios, equações de prazer.
É a geometria dos corpos...
É a geometria dos corpos...
terça-feira, 26 de junho de 2012
Um banco, um céu e tantos sonhos...
Para onde foi o tempo em que os dias se resumiam a noites bem passadas?
Uns copos com os amigos, uns cigarros à mistura e tudo o resto uma surpresa agradável.
Noites de dança, noites de calor, tanto calor... tanta paixão... tanta sedução...
Noites de petiscos à madrugada... noites sem Amanhã...
Noites de verdadeiras confissões entre amigos, partilhando um banco, um céu e tantos sonhos.
Noites de segredos ao ouvido, sob o palpitar de um coração, um sussurro nervoso "gosto tanto de ti"....
Noites em que a lua estava tão perto que corava com o sopro de um beijo...
Noites passageiras, em que Tudo fazia sentido.
Noites em que o tempo nunca mais acabava, em que todas as noites eram a mesma noite...
Noites com tempo para olhar as estrelas, acreditando que o Futuro estava longe, tão longe...
Mas, afinal, ele está Aqui... passando bem perto de mim...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
De volta a casa.
De volta a casa, onde toda a gente me conhece pelo primeiro nome, o próprio. As corujas cantam no telhado, as estrelas piscam os olhos, as raposas passeiam distraídas entre os galinheiros fechados a ferro e aço. A ribeira ouve-se a correr, a escorrer, a fugir... meu embalo nas noites de insónias. Aqui, em cada esquina há uma história e em cada história oiço o meu riso de criança. Aqui, neste lugar, foi onde todos os meus sonhos nasceram um dia. De volta a casa.
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