quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dias de Vento

Os dias que vieram não foram os que imaginei, mas foram sempre bons. E isso fez-me continuar, sob um ouvido atento de Shumann. Continuei a visitar os meus lugares de conforto, conversei com amigos, li tudo o que me apeteceu... E Se agora fosse vento... Para que lado sopraria? Onde me esconderia? Será que o vento também morre?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Em Morte Lenta

Matas-me devagarinho. Envenenas-me os pensamentos. Esmagas-me os ossos feito abraço de anaconda. Asfixias-me com as mesmas mãos com que me acaricias. E deixas-me abandonada na cama como a um pombo morto na estrada... Matas-me muito devagarinho...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A paixão dos porquês


Todas as ideias nasceram um dia.

Terminámos a nossa conversa banal de certezas conjeturais e, antes do "Até depois", passou uma estação inteira entre nós, feita de carruagens de silêncio e de olhares. E, aí, entre o acaso e o prazer da descoberta, nasceu a minha primeira ideia de ti. No meio do turbilhão do metro, entre os apitos do fecho das portas, bem nas profundezas de mim: a paixão dos porquês.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

... complicadamente...


Tu complicas-me o sistema, que é como quem diz: Complicas-me a Vida! Complicas o complicado e transformas o complicado em complicadíssimo... A sorte é que, no meio desta complicação, eu amo-te assim tão complicadamente...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A essência dos sentidos

A essência dos meus sentidos passa pela forma como vivo. Firmeza nas convicções. Impulsividade no amor. Esforço no trabalho. Resistência nos contratempos. Energia circundante. Fortaleza na família. Simplicidade nos amigos. Sabedoria passageira. Prudência no futuro. Sensibilidade cultural. Intimidade com Deus. Poucos sentidos proibidos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010