sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Pecados...

Teus olhos percorrem meu corpo com mãos ardentes. Adivinhas o meu paladar sem me beijares. És como uma tempestade que me envolve em desejo e desespero. És como um farol que me ilumina as noites e os sonhos. Dizes que são os meus olhos que te enlouquecem, mas são os teus que me deixam em brasa. E nesta loucura que é a vida, é aos teus pés que deixo a minha. E como é bom amar-te em pecado...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Entre olhares

Teus olhos te denunciam. Meus olhos te desejam. Tuas mãos irrequietas fazem promessas de amor. Minhas mãos despertas desfazem-se sem qualquer pudor. Não, não precisas de dizer nada. Sei de cor o que sentes e o que esperas. Ambos conhecemos o caminho que percorremos. Sabemos que vamos descarrilar...

sábado, 1 de novembro de 2008

Aconteceu - Ana Moura

Aconteceu... eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas de chegar
Olhei p'ra ti, o mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno e tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, o que foi que aconteceu
Aconteceu... chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera e tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca, essa loucura
Essa loucura foi pouca


São raras as vezes em que, para além de um magnifico poema, também temos o privilégio de ouvir uma magnifica voz. Clique sobre o título e delicie-se com este presente...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Onde quer que estejas

Lembro-me de ti. Lembro-me de quando me pegavas na mão e me guiavas até ao terraço onde me contavas histórias e estrelas. Lembro-me de quando me levavas às costas e ias nadando seguindo a força da água. Lembro-me do dia em que me ensinaste a nadar sem ter medo da água fria da ribeira. Lembro-me de apanharmos alfaiates da água doce. Lembro-me de ir passear contigo pelo pinhal onde me ensinavas cantigas da tua juventude e palavras que desconhecia. Lembro-me de me esconder atrás de ti quando a mãe queria pentear-me. Lembro-me de apanharmos grilos nas hortas do milho verde. Lembro-me tanto de ti avô. Ao fim e ao resto, continuo a ser a tua menina e continuo a ver o mundo pelos teus olhos. Onde quer que estejas.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Que me importa...


Que me importa que chova e arrefeça
Que me importa se naufragar
Sou o dono do Mundo
Sou o Vento a sufocar
Sou o trovão que ruge
Sou o mar a praguejar
Sou a mão que te aconchega
Na escuridão do luar

Que me importa que viva ou que morra
Que me importa se acabar



sábado, 11 de outubro de 2008

Seremos...

Um dia seremos pedaços de tinta perdidos entre as pinceladas que alguém sonhou.
Um dia seremos esquecidos.
Seremos migalhas... cinzas... nada...
Seremos um eco distante que ninguém entendeu.
Seremos livres...
Seremos livres para, finalmente, SER!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pequenos prazeres

Adoro ter-te entre meus lábios e sentir esse calor que me consome. Adoro esse teu cheiro que fica entranhado na minha roupa, na minha pele, na minha boca... Adoro esse teu sabor amargo que fica em mim quando te deito por terra e te abandono.
Ah! Saboroso cigarro! Adoro esses pequenos instantes que passas comigo...