quinta-feira, 8 de julho de 2010

Coisas estranhas que acontecem


suponho que foi contigo porque tinha de acontecer com alguém. foi porque tinha de ser e não podia ser de outra maneira que não esta. foi assim, sem mais nem menos do que seria previsto. foi como foi e é só isso.

sim, estas coisas são como são. acontecem. sem qualquer tipo de preparação. muitas vezes fazemos as coisas só porque não temos mais nada que fazer e, mais tarde, percebemos que nem isso conseguimos entender.

e é estranho. ficamos perplexos. afinal quem vive a minha vida? sou eu ou o que falta acontecer?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Durmo menos, porque sonho demais


Durmo menos, porque sonho demais...

E o tempo passa a galopar.

Agora é noite, daqui a pouco é dia...

E o tempo foge, fugia...

A culpa não é minha

A culpa é da minha vida...

Toca o relógio.

Outro dia.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ces petits rien...

Mieux vaut n'penser à rien Que n'pas penser du tout

Rien c'est déjà Rien c'est déjà beaucoup

On se souvient de rien Et puisqu'on oublie tout

Rien c'est bien mieux Rien c'est bien mieux que tout

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Como se me vestisse de Sol todos os dias

Nesta tarde quente e solarenga, lembro a felicidade. O encandeamento dos teus olhos. O ofuscar dos teus beijos. Recordo a fome, a sede com que saboreei as horas e segredos herdados. Lembro as pontes, as margens, os lençóis. É como se me vestisse de Sol todos esses dias. São as únicas recordações que tenho de ti, não as palavras que disseste ontem, ou hoje, ou outro dia qualquer que passou. A Vida é assim... chega sem rima, mas com pressa de fugir.
E como fugi...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

como sempre


como sempre. encontro-te novamente. chegas com o sol e com a pele torrada e quente. como sempre. recebo-te entre abraços e sorrisos rasgados. rasgados até ao fundo de mim. por dentro. onde está mais quente. cheiras a regresso e a saudade. apertas-me contra ti. fundo-me em ti. a escaldar. feito metal quente a deslizar pelos caminhos dos teus braços. oiço dentro de mim o arrepio agudo do meu peito encostado ao teu. batem ao mesmo tempo todos os segundos, os sonhos e desertos que percorremos até aqui. tambores que batem corajosos. invencíveis. como sempre.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Naquela tarde, quase noite


Naquela tarde, quase noite,

debaixo de um candeeiro confessámos

aquilo que o mundo não sabe

nem o coração esquece...