terça-feira, 13 de abril de 2010

A gramática do coração


Eu podia tecer na tua pele crua o caminho da minha felicidade.
Sim, eu conseguia fazer-te sonhar com a lua descalça a teus pés...
E podia espremer todas as amarguras da tua memória para nunca mais voltarem.
Eu podia fazer tudo isto e muito mais... durante uma vida inteira e para além dela.
Eu podia fazer tanto em tão pouco tempo...
Eu podia, mas não quero.
E este verbo da 2ªconjugação, sendo transitivo, implica um complemento.
E, seja ele directo ou indirecto, não te exclui, mas também não te inclui...
Eu podia dar-te tanto ou tão pouco...
Eu podia conjugar-te em todos os tempos verbais e todos os verbos da tua vida.
No Futuro.
No Pretérito mais-que-perfeito.
E, inevitavelmente, no Infinitivo...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Inquietações...


Somos filhos de um tempo próprio.

Os descendentes de Ontem não se identificam com os indivíduos de Hoje.

Nós somos os filhos da inquietação, somos a consequência das dúvidas teóricas e das impossibilidades matemáticas.

Eles são o produto da oportunidade, reflexo dos desafios científicos e do desassossego da fé.

Seja como for, o Mundo continua a girar e a comandar o que acontece à nossa volta.

Parece-me é que vivemos todos entre a ilusão do poder e o desejo de o controlar...

quarta-feira, 17 de março de 2010

as sombras dos teus caracóis


As sombras dos teus caracóis desenham figuras em movimento nas páginas da minha vida. As histórias que contam só eu consigo perceber, pois elas falam de mim para ti... segredos contados ao ouvido... Palavras desconhecidas, mas tão comuns... Palavras tão minhas, tão de todos... Que só recordaremos mais tarde ou então nunca mais...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eu podia viver assim


Eu podia ficar aqui.
Ficar aqui deitada sobre esta cama.
Deitada sobre esta cama à tua espera.
Eu podia deixar que o tempo fugisse de mim.
Podia esperar que as memórias desaparecessem e
que eu deixasse de saber quem tu eras.
Eu podia viver assim.

Apenas isso...

Sim, às vezes ainda me lembro de ti. Dos teus braços apaziguadores, dos teus carinhos sedutores. Ainda mordo o lábio quando penso em nós. Não foi nada estravagante, nem monótono, este nosso encontro. Foi aquilo que foi, apenas isso.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

o bater do coração


às vezes fica só...

fica só ali a bater por bater...

bate num tempo próprio...

bate num compasso desacertado do tempo...

numa dança cujos os passos nunca se repetem...

e às vezes...

já não vive...

mas também não morre...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

the silence signs of hope


If there was a time for us, it should be when the sun is shinning over our naked skin. Perhaps the distance between us is the one thing that keep us together. Perhaps the words we don't speak are the silence signs of hope. Yes, we were ment to be together, but the imperfections of our personality and the mistakes that we carry in our hands, keep us from beeing bigger than Life. And, at the end of the day, we are definitely the shadows of what we could be, the shadows of our dreams.